FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Formadores: Iris, Mariana Lemos e Baltazar Molina
CONTEXTUALIZAÇÃO:
A Dança Oriental é uma arte milenar, oriunda de tradições orais. Crê-se que a tipologia de movimentos de que é composta teve origem no paleolítico, complexificando-se e desenvolvendo-se até aos dias de hoje. As abordagens a esta arte são tantas quantas as mulheres que as dançaram. Desde dança de culto, de preparação para o parto, ou como celebração tribal, a Dança Oriental atravessou distintas culturas, desde os povos pré-faraónicos até aos povos islâmicos actuais, manifestando-se numa área geográfica vastíssima, desde o Norte de África até à Ásia menor.
A GEOGRAFIA DA FORMAÇÃO:
No primeiro ano desta formação profissional estudaremos com precisão e profundidade a história e aspectos culturais da Dança Oriental, desde a sua provável origem até aos dias de hoje, o tipo de música a ela relacionada, anatomia, Yoga e Ayurvedic bodywork para Dança Oriental e, sobretudo, a técnica base de movimento especifico desta dança. Destina-se, assim, a trabalhar o corpo para o movimento oriental, tendo um respeito pleno não só pela técnica base de Dança Oriental e interpretação musical, como pela fisiologia do corpo, sua anatomia e sua energia.
A técnica base de movimento não é uma questão de estilo. Tal como o nome indica, técnica base é uma ferramenta objectiva cujo o uso, depois de perfeitamente assimilado, pode variar em função do estilo de dança a realizar e da individualidade interpretativa de quem dança. Mas antes desta liberdade interpretativa, existem conceitos técnicos base, precisos e essenciais que devem ser desenvolvidos de forma sólida e consistente.
No Segundo ano da formação abordaremos a dança Clássica e suas diversas interpretações, as danças tradicionais e a dança oriental contemporânea, assim como a improvisação, composição e criação coreográfica e a preparação do espectáculo de dança.
PEDAGOGIA E PROGRAMA:
A formação tem um número máximo de 10 alunas por ano e por módulo, porque acreditamos que a transmissão de conhecimentos requer intimidade e atenção personalizada, sobretudo quando se trata de uma tradição que sempre foi maioritariamente mantida de forma oral e não académica. Uma das questões sempre levantadas, é exactamente a diferença cultural entre o oriente e o ocidente, no que respeita à forma como se encaram as artes e a sua relação, quer com o quotidiano, quer com o sagrado, mas principalmente no que diz respeito à forma como estas artes são perpetuadas.
Nesta formação unimos a tradição oral com um método académico, porque constatamos, ao fim de anos de experiências de aprendizagem e de ensino, que é impossível contornar a oralidade desta tradição, bem como a forma académica com que somos, no ocidente, habituados a ‘aprender’.
ANO I:
Dança Oriental
por Iris
-Técnica de movimento base e combinações complexas:
» tipos de movimento: ondulações, acentuações, vibrações, deslocações
» movimentos isolados e combinações
» movimentos horizontais, verticais e tri-dimensionais
» técnica completa de movimentos de cabeça, braços, mãos, tronco, abdomén e pélvis, quadris e pernas e suas combinações
» abdomén e pélvis : técnica completa de ondulações, vibrações e acentuações
- consciência do eixo central do corpo e distribuição do peso: as diferentes possibilidades em harmonia com cada movimento
- layering
- diferenças entre a linguagem folclórica e clássica em cada movimento
- Gestão da energia: onde começa, como se desenvolve e onde acaba cada movimento
- o uso da tensão e do relaxamento e a simbiose destes dois elementos fulcrais
- correcção de postura e adequações pessoais específicas
- a respiração em cada movimento, numa optimização energética, anatómica e estética
A barra na Dança Oriental
por Iris
- correcção postural
- estiramentos
- o uso da barra no auxílio da aprendizagem de ondulações e combinações de movimentos
Pedagogia na Dança Oriental
por Iris
- como preparar uma aula de Dança
- como abordar cada movimento de forma motivante e compreensível
- o esforço, o relaxamento e o reforço positivo
- como corrigir as alunas
- como unificar um grupo de alunas
- como transmitir de forma versátil e simples a linguagem complexa da Dança
- gerir o tempo de cada exercício
- construir sequências de movimento de diferentes niveís de dificuldade
- a improvisação e a criatividade na aula
- identificar patologias fisiológicas que possam requerer atenção especial e como lidar com elas
- o estado emocional das alunas: como trabalhar com harmonia em qualquer circunstância
- lidar com desmotivação e auto-imagem
- a relação com o espelho
- os exemplos conscientes e insconscientes que o professor veícula e a importância do equilibrio na orientação da aula
- a relação Terapia/Arte na aula de dança
Hatha Yoga e Ayurvedic Bodywork para Dança Oriental I
por Iris
Esta disciplina tem por objectivo auxiliar na correcção de questões fisicas e psico-emocionais pontuais, beneficiar o desempenho na dança, na capacidade de relaxamento e concentração.
Conteúdos::
- realinhamento postural
- consciência corporal
- Asanas de Hatha Yoga (posturas de estiramento, força e permanência)
- Pranayamas (respiração consciente):
- as três respirações pulmunares (inferior, intermédia, superior e suas combinações)
- respiração abdominal
- repiração pélvica e lombar
- o relaxamento: técnicas de relaxamento profundo para o bem-estar fisico e psico-emocional
- Mudras e seus beneficios
- Thay Yoga Massage: sequências simples de massagem a pares para estiramentos, relaxamentos e desbloqueios rápidos e eficientes
- Massagem com pano para Dança Oriental ( a partir da técnica de massagem com rebozo usada pelas parteiras tradicionais do México. Esta técnica permite libertar com eficácia as zonas da pélvis e bacia, induzindo um estado muito agradável de relaxamento)
- Os Doshas (tipos de corpo) : vatta, pitta, kapha e suas combinações
- As três energias e suas manifestações: rajas, tamas e satvia
- Os corpos físicos e subtis
- Dhyanna : meditação e mantras
- as emoções, a dança e a auto-consciência
O Corpo e a Dança Oriental I
por Mariana Lemos
Uma proposta baseada na percepção, (re)conhecimento de caminhos possíveis de percorrer na Dança Oriental, em ligação com uma abordagem de movimento contemporâneo; que considera os estudos do corpo individualmente, tendo em conta percursos e histórias de cada pessoa.
Conteúdos:
- do chão a vertical: como se prepara o corpo para trabalhar numa técnica vertical
- corpo, movimento de sistemas: abordar caminhos do movimento através das relações entre os sistemas que nos compõem
- pedagogias: olhar para a história da educação somática e confrontá-la com as técnicas de dança oriental
- ligações e linhas de resistência: desmistificar abordagens “isoladas” e trabalhar as forças de oposição que suportam cada movimento
- um olhar destacado para a coluna e para o sistema nervoso
- padrões de movimento: como podemos ler o movimento, encontrar potenciais
- presença: qualidade da presença, volume do corpo e relação com o espaço
- desvendando conteúdos invisíveis: o que está no “fundo” das nossas escolhas de movimento, quais as vias de comunicar de cada pessoa
- trasmissão: reflectir e investigar pedagógicamente comunicação, memória e relação
- perpetuar a história, reinventá-la ou reproduzir? Quais os caminhos para o ensino e os conteúdos da dança oriental hoje? E no corpo...
A Música na Dança Oriental I
por Baltazar Molina
O intuito desta disciplina é desenvolver a consciência da relação íntrinseca entre música e dança, tão evidente e manifestada em Dança Oriental.
Mais uma vez, a pedagogia utilizada será uma fusão da tradição oral com o processo académico ocidental, de forma a auxiliar a aprendizagem de forma fidedigna, rigorosa e motivadora.
Serão abordados temas fundamentais como: a noção musical de tempo, compasso, ritmo, melodia e improvisação; incontornáveis na metamorfose de música, em movimento.
Aprenderemos a reconhecer os principais instrumentos tocados no Oriente Médio, especialmente no contexto de Dança Oriental, e começaremos a distinguir os diferentes estilos musicais que compõem o vasto universo da música e tradição deste universo cultural.
Iniciaremos o processo de aprendizagem do repertório rítmico associado à Dança Oriental e sua materialização em movimento. Abordaremos a estrutura de cada ritmo, de forma a desenvolver a capacidade de facilmente os reconhecer e interpretar.
Por fim, iniciaremos igualmente a aprendizagem de Sagats, primeiro numa perspectiva exclusivamente musical que, aos poucos, terá a introdução de movimentos específicos de dança.
*nota: será facultada informação escrita e em suporte áudio, complementar à formação.
Dança Oriental na História e Cultura do Médio Oriente
por Iris
Conteúdos:
- A Dança Oriental desde a sua provável origem até aos dias de hoje
- a Dança Oriental nos cultos politeístas matriarcais pré-islâmicos
- a Dança Oriental e a Mulher: o sexo, o parto, o ritual, a celebração, o espectáculo
- a Dança Oriental nos haréms
- a Odalisca: mitos e factos
- A dança Oriental e a Mulher Árabe actual
- A dança Oriental e a Mulher Ocidental
NOTA: Será dada uma lista de bibliografia obrigatória para cada disciplina.
ANO II:
Dança Oriental
Por Iris
-Utilização e deslocação no espaço: dançar em espaços grandes, médios e pequenos
- Giros: os diferentes tipos de giro, o eixo do corpo e o olhar
- Técnica completa de chão, descidas e quedas
-Técnica de movimento das diferentes Danças:
. Dança Clássica Egipcia
. O véu
. Folclore Egipcio: Saidi, Raks al Assaya (bastão), Raks al ballas (Cantâro), Balady, Melaya
.Nuba
.Hagalla
.Danças Berberes
. Khallegi
.Drum Solo
. Flamenco-Oriental
- Dança Oriental Arabo-Andaluza
- a Dança Oriental em composições musicais contemporâneas, sejam elas orientais ou ocidentais
- as possibilidades de fusão
- Laboratório de criação e composição: construir a sua Dança de acordo com a sua visão criativa, emoção e intenção
- o Giro Sufi: desenvolver o estado meditativo enquanto dançamos e encontrar paz no movimento
O Espectáculo
Por Iris
- Utilização do espaço
- Preparar o espaço de Dança
- A importância da roupa e acessórios
- A roupa como segunda pele: desenhar a sua roupa com a intenção específica de cada dança
- A côr e a dança
- Os 5 sentidos e os 5 elementos : espaço harmonioso, corpo sereno, espirito em paz
- a origem da performance e seu desenvolvimento até aos dias de hoje
- o espectador e a expectativa no espectáculo: harmonizar as emoções antes de dançar
- o ego, a visão de nós mesmas e a visão do outro: dançar em partilha, transcender os medos e a necessidade de agradar, oferecer a sua arte em equilibrio, espontaneidade, generosidade e Amor.
Hatha Yoga e Ayurvedic Bodywork para Dança Oriental II
Por Iris
Esta disciplina tem por objectivo levar o corpo além do que consideramos possível, de forma a capacitar-nos física, mental e espiritualmente, de um virtuosismo técnico, focalização e paz de espirito essenciais na vivência da dança. O grau de dificuldade desta disciplina é elevado.
Conteúdos:
- consciência corporal
- Asanas de Hatha Yoga (posturas de estiramento, força, e permanência)
- Pranayamas (respiração consciente):
- as três respirações pulmunares (inferior, intermédia, superior e combinações)
- respiração abdominal
- repiração pélvica e lombar
- Relaxamento: técnicas de relaxamento profundo para o bem-estar fisico e psico-emocional
- Mudras, seus benefícios e possibilidades terapêuticas, espirituais e artísticas
- Thay Yoga Massage: sequências complexas de massagem a pares para estiramentos, relaxamentos e desbloqueios profundos e eficientes
- As três energias e suas manifestações: rajas, tamas e satvia , como lidar com elas e transforma-las no momento da Dança
Dança Oriental na História e Cultura do Médio Oriente
por Iris
- a Dança Oriental na comunidade: entre mulheres, aldeia, cidade, sala de espectáculos
- a Dança Oriental em diversas tribos do Médio Oriente (Beduinos, Berberes, Tuaregs, Ouled Nail, Ghawazee, Nubios)
- Os diferentes estilos de dança, seus acessórios, sua história e trajes tradicionais
- o movimento artístico Orientalista e «le rêve orientale» : da pintura à literatura, e suas influências no pensamento e na Dança Oriental no Ocidente
- o Al- Andaluz
- as bailarinas clássicas do Egipto
- as primeiras referências Ocidentais: Isadora Duncan, Mata Hari, Tortola Valência e Ruth St Dennis
O Corpo e a Dança Oriental II
por Mariana Lemos
De que maneira podemos nos relacionar com conteúdos tão antigos em nós e reinventar cada uma a sua história?! A criação e a capacidade crítica serão aqui convidadas a aparecer...que mulher é essa hoje que escolhe viver esta dança? De que forma a representamos? É possível vislumbrar uma atitude política nesta escolha? Acreditando que a criação artística contemporânea atravessa a memória e reescreve a história em cada uma, de cada uma.
- potencial: trabalhar histórias e possibilidades individuiais
- estudar história do corpo e da arte na contemporaneidade (a partir dos anos 60 do séc.XX) na criação em dança
- abordar algumas mulheres artistas da performance, fotografia, cinema e dança que tenham uma abordagem feminista do corpo e da mulher, potenciando uma reflexão com a dança oriental.
- investigar e preparar peças de criação e um vocabulário próprio
A Música na Dança Oriental II
por Baltazar Molina
Neste segundo ano, continuaremos afincadamente o trabalho de consciência da relação entre a música e a dança, inserido num processo continuado e evolutivo.
O destaque será na aprendizagem rítmica e fluidez motora, imprescendível na aplicação dos Sagats à dança. Mas continuaremos também o trabalho de Sagats exclusivamente como instrumento musical.
*nota: será facultada informação escrita e em suporte áudio, complementar à formação.
Ano I - O Corpo Oriental: Aprender e ensinar Dança Oriental
Ano II – A Arte de Dançar: improvisação, coreografia e o espectáculo de dança
Nota: O segundo ano só pode ser frequentado por alunas que tenham completado com sucesso o primeiro ano
Público-alvo:
- praticantes de dança oriental de nível intermédio/avançado que pretendam aprofundar os seus conhecimentos e investir numa formação profissionalizante
- professoras e bailarinas profissionais (quer da área de dança oriental, quer de outra áreas de movimento) que desejem aprofundar/consolidar os seus conhecimentos técnicos, práticos e teóricos.
- terapeutas e/ou profissionais de outras áreas que desejem complementar a sua formação
Certificação:*
- as formações são certificadas pela AIGA Lusa (Portugal) e AIGA d Occitannie (França) Association International de Germinacion Artistique
*Nota:
embora seja fornecido um certificado a quem complete a formação com sucesso, é de salientar que este tipo de ‘documento’ não tem qualquer valor legal, nem certificante, no mercado ‘comum’ de trabalho.
O objectivo da AIGA, em todos os cursos e eventos que proporciona, é sempre contribuir para o enriquecimento pessoal dos participantes e da comunidade que estes integram, através da divulgação e enraízamento de artes, terapias e formas de ser, oriundas de culturas distintas da ocidental.
AVALIAÇÃO:
A avaliação é feita num sistema continuo, a par do acompanhamento pessoal de cada aluna, sendo a cada sessão requisitados trabalhos a apresentar na sessão seguinte. Estes trabalhos poderão ser em grupo ou individuais. Ocorrerá também uma avaliação trimestral específica, a anunciar em tempo oportuno. Servirá também de avaliação, a apresentação de um trabalho final em Setembro de 2011.
ASSIDUIDADE:
As alunas que faltem injustificadamente a mais de dois dias de aulas não serão consideradas aptas.
Em caso de falta a aluna deverá obter junto dos formadores, todas as informações facultadas na aula em que esteve ausente.
CONDIÇÕES:
DATAS:
ANO I - 2010: Outubro 2 e 3; Novembro 6 e 7; Dezembro 4 e 5
2011: Janeiro 8 e 9; Fevereiro 5 e 6; Março 5 e 6
Abril 2 e 3; Maio 7 e 8, Junho 4 e 5; Julho 2 e 3
ANO II - a anunciar, inicio no ano-lectivo 2011/2012
HORÁRIOS:
Sexta das 18h30 às 21h30
Sábado e domingo das 10h às 19h
Carga horária: 190 horas anuais
VALOR:
Alunas AIGA: 1800€
Outras alunas: 1950€ - primeiro ano 1800€ - segundo ano
Possibilidade de estabelecer planos personalizados de pagamento, contacte-nos!
DESCONTOS:
Aulas regulares:
50% nas mensalidades das aulas regulares
As alunas serão aconselhadas individualmente a uma carga horária de duração variável de aulas regulares, quer para prática pessoal quer para estudo da Pedagogia de Aula.
Formação intensiva de espada e ciclos de workshops de Dança Oriental:
25% (em relação ao preço AIGA)
Formação Alquimia de Si: 20% (em relação ao preço AIGA)
Restantes formações e retiros: 15% de desconto (em relação ao preço AIGA)
LOCAL: Lisboa, a confirmar
CANDIDATURAS:
As candidatas serão seleccionadas mediante uma entrevista individual, onde será solicitada a apresentação de três danças específicas e uma carta de motivação.
Danças pretendidas:
1º- música e dança à escolha da candidata
2º- música que será facultada à candidata para preparação prévia
3º- improviso durante a entrevista
DATA LIMITE DE MARCAÇÃO DE ENTREVISTA: 20 de Julho de 2010
ENTREVISTAS A DECORRER APARTIR DE: 10 maio de 2010
RESULTADOS DAS CANDIDATURAS: 28 de Julho de 2010
Formadores: Iris, Mariana Lemos e Baltazar Molina
CONTEXTUALIZAÇÃO:
A Dança Oriental é uma arte milenar, oriunda de tradições orais. Crê-se que a tipologia de movimentos de que é composta teve origem no paleolítico, complexificando-se e desenvolvendo-se até aos dias de hoje. As abordagens a esta arte são tantas quantas as mulheres que as dançaram. Desde dança de culto, de preparação para o parto, ou como celebração tribal, a Dança Oriental atravessou distintas culturas, desde os povos pré-faraónicos até aos povos islâmicos actuais, manifestando-se numa área geográfica vastíssima, desde o Norte de África até à Ásia menor.
A GEOGRAFIA DA FORMAÇÃO:
No primeiro ano desta formação profissional estudaremos com precisão e profundidade a história e aspectos culturais da Dança Oriental, desde a sua provável origem até aos dias de hoje, o tipo de música a ela relacionada, anatomia, Yoga e Ayurvedic bodywork para Dança Oriental e, sobretudo, a técnica base de movimento especifico desta dança. Destina-se, assim, a trabalhar o corpo para o movimento oriental, tendo um respeito pleno não só pela técnica base de Dança Oriental e interpretação musical, como pela fisiologia do corpo, sua anatomia e sua energia.
A técnica base de movimento não é uma questão de estilo. Tal como o nome indica, técnica base é uma ferramenta objectiva cujo o uso, depois de perfeitamente assimilado, pode variar em função do estilo de dança a realizar e da individualidade interpretativa de quem dança. Mas antes desta liberdade interpretativa, existem conceitos técnicos base, precisos e essenciais que devem ser desenvolvidos de forma sólida e consistente.
No Segundo ano da formação abordaremos a dança Clássica e suas diversas interpretações, as danças tradicionais e a dança oriental contemporânea, assim como a improvisação, composição e criação coreográfica e a preparação do espectáculo de dança.
PEDAGOGIA E PROGRAMA:
A formação tem um número máximo de 10 alunas por ano e por módulo, porque acreditamos que a transmissão de conhecimentos requer intimidade e atenção personalizada, sobretudo quando se trata de uma tradição que sempre foi maioritariamente mantida de forma oral e não académica. Uma das questões sempre levantadas, é exactamente a diferença cultural entre o oriente e o ocidente, no que respeita à forma como se encaram as artes e a sua relação, quer com o quotidiano, quer com o sagrado, mas principalmente no que diz respeito à forma como estas artes são perpetuadas.
Nesta formação unimos a tradição oral com um método académico, porque constatamos, ao fim de anos de experiências de aprendizagem e de ensino, que é impossível contornar a oralidade desta tradição, bem como a forma académica com que somos, no ocidente, habituados a ‘aprender’.
ANO I:
Dança Oriental
por Iris
-Técnica de movimento base e combinações complexas:
» tipos de movimento: ondulações, acentuações, vibrações, deslocações
» movimentos isolados e combinações
» movimentos horizontais, verticais e tri-dimensionais
» técnica completa de movimentos de cabeça, braços, mãos, tronco, abdomén e pélvis, quadris e pernas e suas combinações
» abdomén e pélvis : técnica completa de ondulações, vibrações e acentuações
- consciência do eixo central do corpo e distribuição do peso: as diferentes possibilidades em harmonia com cada movimento
- layering
- diferenças entre a linguagem folclórica e clássica em cada movimento
- Gestão da energia: onde começa, como se desenvolve e onde acaba cada movimento
- o uso da tensão e do relaxamento e a simbiose destes dois elementos fulcrais
- correcção de postura e adequações pessoais específicas
- a respiração em cada movimento, numa optimização energética, anatómica e estética
A barra na Dança Oriental
por Iris
- correcção postural
- estiramentos
- o uso da barra no auxílio da aprendizagem de ondulações e combinações de movimentos
Pedagogia na Dança Oriental
por Iris
- como preparar uma aula de Dança
- como abordar cada movimento de forma motivante e compreensível
- o esforço, o relaxamento e o reforço positivo
- como corrigir as alunas
- como unificar um grupo de alunas
- como transmitir de forma versátil e simples a linguagem complexa da Dança
- gerir o tempo de cada exercício
- construir sequências de movimento de diferentes niveís de dificuldade
- a improvisação e a criatividade na aula
- identificar patologias fisiológicas que possam requerer atenção especial e como lidar com elas
- o estado emocional das alunas: como trabalhar com harmonia em qualquer circunstância
- lidar com desmotivação e auto-imagem
- a relação com o espelho
- os exemplos conscientes e insconscientes que o professor veícula e a importância do equilibrio na orientação da aula
- a relação Terapia/Arte na aula de dança
Hatha Yoga e Ayurvedic Bodywork para Dança Oriental I
por Iris
Esta disciplina tem por objectivo auxiliar na correcção de questões fisicas e psico-emocionais pontuais, beneficiar o desempenho na dança, na capacidade de relaxamento e concentração.
Conteúdos::
- realinhamento postural
- consciência corporal
- Asanas de Hatha Yoga (posturas de estiramento, força e permanência)
- Pranayamas (respiração consciente):
- as três respirações pulmunares (inferior, intermédia, superior e suas combinações)
- respiração abdominal
- repiração pélvica e lombar
- o relaxamento: técnicas de relaxamento profundo para o bem-estar fisico e psico-emocional
- Mudras e seus beneficios
- Thay Yoga Massage: sequências simples de massagem a pares para estiramentos, relaxamentos e desbloqueios rápidos e eficientes
- Massagem com pano para Dança Oriental ( a partir da técnica de massagem com rebozo usada pelas parteiras tradicionais do México. Esta técnica permite libertar com eficácia as zonas da pélvis e bacia, induzindo um estado muito agradável de relaxamento)
- Os Doshas (tipos de corpo) : vatta, pitta, kapha e suas combinações
- As três energias e suas manifestações: rajas, tamas e satvia
- Os corpos físicos e subtis
- Dhyanna : meditação e mantras
- as emoções, a dança e a auto-consciência
O Corpo e a Dança Oriental I
por Mariana Lemos
Uma proposta baseada na percepção, (re)conhecimento de caminhos possíveis de percorrer na Dança Oriental, em ligação com uma abordagem de movimento contemporâneo; que considera os estudos do corpo individualmente, tendo em conta percursos e histórias de cada pessoa.
Conteúdos:
- do chão a vertical: como se prepara o corpo para trabalhar numa técnica vertical
- corpo, movimento de sistemas: abordar caminhos do movimento através das relações entre os sistemas que nos compõem
- pedagogias: olhar para a história da educação somática e confrontá-la com as técnicas de dança oriental
- ligações e linhas de resistência: desmistificar abordagens “isoladas” e trabalhar as forças de oposição que suportam cada movimento
- um olhar destacado para a coluna e para o sistema nervoso
- padrões de movimento: como podemos ler o movimento, encontrar potenciais
- presença: qualidade da presença, volume do corpo e relação com o espaço
- desvendando conteúdos invisíveis: o que está no “fundo” das nossas escolhas de movimento, quais as vias de comunicar de cada pessoa
- trasmissão: reflectir e investigar pedagógicamente comunicação, memória e relação
- perpetuar a história, reinventá-la ou reproduzir? Quais os caminhos para o ensino e os conteúdos da dança oriental hoje? E no corpo...
A Música na Dança Oriental I
por Baltazar Molina
O intuito desta disciplina é desenvolver a consciência da relação íntrinseca entre música e dança, tão evidente e manifestada em Dança Oriental.
Mais uma vez, a pedagogia utilizada será uma fusão da tradição oral com o processo académico ocidental, de forma a auxiliar a aprendizagem de forma fidedigna, rigorosa e motivadora.
Serão abordados temas fundamentais como: a noção musical de tempo, compasso, ritmo, melodia e improvisação; incontornáveis na metamorfose de música, em movimento.
Aprenderemos a reconhecer os principais instrumentos tocados no Oriente Médio, especialmente no contexto de Dança Oriental, e começaremos a distinguir os diferentes estilos musicais que compõem o vasto universo da música e tradição deste universo cultural.
Iniciaremos o processo de aprendizagem do repertório rítmico associado à Dança Oriental e sua materialização em movimento. Abordaremos a estrutura de cada ritmo, de forma a desenvolver a capacidade de facilmente os reconhecer e interpretar.
Por fim, iniciaremos igualmente a aprendizagem de Sagats, primeiro numa perspectiva exclusivamente musical que, aos poucos, terá a introdução de movimentos específicos de dança.
*nota: será facultada informação escrita e em suporte áudio, complementar à formação.
Dança Oriental na História e Cultura do Médio Oriente
por Iris
Conteúdos:
- A Dança Oriental desde a sua provável origem até aos dias de hoje
- a Dança Oriental nos cultos politeístas matriarcais pré-islâmicos
- a Dança Oriental e a Mulher: o sexo, o parto, o ritual, a celebração, o espectáculo
- a Dança Oriental nos haréms
- a Odalisca: mitos e factos
- A dança Oriental e a Mulher Árabe actual
- A dança Oriental e a Mulher Ocidental
NOTA: Será dada uma lista de bibliografia obrigatória para cada disciplina.
ANO II:
Dança Oriental
Por Iris
-Utilização e deslocação no espaço: dançar em espaços grandes, médios e pequenos
- Giros: os diferentes tipos de giro, o eixo do corpo e o olhar
- Técnica completa de chão, descidas e quedas
-Técnica de movimento das diferentes Danças:
. Dança Clássica Egipcia
. O véu
. Folclore Egipcio: Saidi, Raks al Assaya (bastão), Raks al ballas (Cantâro), Balady, Melaya
.Nuba
.Hagalla
.Danças Berberes
. Khallegi
.Drum Solo
. Flamenco-Oriental
- Dança Oriental Arabo-Andaluza
- a Dança Oriental em composições musicais contemporâneas, sejam elas orientais ou ocidentais
- as possibilidades de fusão
- Laboratório de criação e composição: construir a sua Dança de acordo com a sua visão criativa, emoção e intenção
- o Giro Sufi: desenvolver o estado meditativo enquanto dançamos e encontrar paz no movimento
O Espectáculo
Por Iris
- Utilização do espaço
- Preparar o espaço de Dança
- A importância da roupa e acessórios
- A roupa como segunda pele: desenhar a sua roupa com a intenção específica de cada dança
- A côr e a dança
- Os 5 sentidos e os 5 elementos : espaço harmonioso, corpo sereno, espirito em paz
- a origem da performance e seu desenvolvimento até aos dias de hoje
- o espectador e a expectativa no espectáculo: harmonizar as emoções antes de dançar
- o ego, a visão de nós mesmas e a visão do outro: dançar em partilha, transcender os medos e a necessidade de agradar, oferecer a sua arte em equilibrio, espontaneidade, generosidade e Amor.
Hatha Yoga e Ayurvedic Bodywork para Dança Oriental II
Por Iris
Esta disciplina tem por objectivo levar o corpo além do que consideramos possível, de forma a capacitar-nos física, mental e espiritualmente, de um virtuosismo técnico, focalização e paz de espirito essenciais na vivência da dança. O grau de dificuldade desta disciplina é elevado.
Conteúdos:
- consciência corporal
- Asanas de Hatha Yoga (posturas de estiramento, força, e permanência)
- Pranayamas (respiração consciente):
- as três respirações pulmunares (inferior, intermédia, superior e combinações)
- respiração abdominal
- repiração pélvica e lombar
- Relaxamento: técnicas de relaxamento profundo para o bem-estar fisico e psico-emocional
- Mudras, seus benefícios e possibilidades terapêuticas, espirituais e artísticas
- Thay Yoga Massage: sequências complexas de massagem a pares para estiramentos, relaxamentos e desbloqueios profundos e eficientes
- As três energias e suas manifestações: rajas, tamas e satvia , como lidar com elas e transforma-las no momento da Dança
Dança Oriental na História e Cultura do Médio Oriente
por Iris
- a Dança Oriental na comunidade: entre mulheres, aldeia, cidade, sala de espectáculos
- a Dança Oriental em diversas tribos do Médio Oriente (Beduinos, Berberes, Tuaregs, Ouled Nail, Ghawazee, Nubios)
- Os diferentes estilos de dança, seus acessórios, sua história e trajes tradicionais
- o movimento artístico Orientalista e «le rêve orientale» : da pintura à literatura, e suas influências no pensamento e na Dança Oriental no Ocidente
- o Al- Andaluz
- as bailarinas clássicas do Egipto
- as primeiras referências Ocidentais: Isadora Duncan, Mata Hari, Tortola Valência e Ruth St Dennis
O Corpo e a Dança Oriental II
por Mariana Lemos
De que maneira podemos nos relacionar com conteúdos tão antigos em nós e reinventar cada uma a sua história?! A criação e a capacidade crítica serão aqui convidadas a aparecer...que mulher é essa hoje que escolhe viver esta dança? De que forma a representamos? É possível vislumbrar uma atitude política nesta escolha? Acreditando que a criação artística contemporânea atravessa a memória e reescreve a história em cada uma, de cada uma.
- potencial: trabalhar histórias e possibilidades individuiais
- estudar história do corpo e da arte na contemporaneidade (a partir dos anos 60 do séc.XX) na criação em dança
- abordar algumas mulheres artistas da performance, fotografia, cinema e dança que tenham uma abordagem feminista do corpo e da mulher, potenciando uma reflexão com a dança oriental.
- investigar e preparar peças de criação e um vocabulário próprio
A Música na Dança Oriental II
por Baltazar Molina
Neste segundo ano, continuaremos afincadamente o trabalho de consciência da relação entre a música e a dança, inserido num processo continuado e evolutivo.
O destaque será na aprendizagem rítmica e fluidez motora, imprescendível na aplicação dos Sagats à dança. Mas continuaremos também o trabalho de Sagats exclusivamente como instrumento musical.
*nota: será facultada informação escrita e em suporte áudio, complementar à formação.
Ano I - O Corpo Oriental: Aprender e ensinar Dança Oriental
Ano II – A Arte de Dançar: improvisação, coreografia e o espectáculo de dança
Nota: O segundo ano só pode ser frequentado por alunas que tenham completado com sucesso o primeiro ano
Público-alvo:
- praticantes de dança oriental de nível intermédio/avançado que pretendam aprofundar os seus conhecimentos e investir numa formação profissionalizante
- professoras e bailarinas profissionais (quer da área de dança oriental, quer de outra áreas de movimento) que desejem aprofundar/consolidar os seus conhecimentos técnicos, práticos e teóricos.
- terapeutas e/ou profissionais de outras áreas que desejem complementar a sua formação
Certificação:*
- as formações são certificadas pela AIGA Lusa (Portugal) e AIGA d Occitannie (França) Association International de Germinacion Artistique
*Nota:
embora seja fornecido um certificado a quem complete a formação com sucesso, é de salientar que este tipo de ‘documento’ não tem qualquer valor legal, nem certificante, no mercado ‘comum’ de trabalho.
O objectivo da AIGA, em todos os cursos e eventos que proporciona, é sempre contribuir para o enriquecimento pessoal dos participantes e da comunidade que estes integram, através da divulgação e enraízamento de artes, terapias e formas de ser, oriundas de culturas distintas da ocidental.
AVALIAÇÃO:
A avaliação é feita num sistema continuo, a par do acompanhamento pessoal de cada aluna, sendo a cada sessão requisitados trabalhos a apresentar na sessão seguinte. Estes trabalhos poderão ser em grupo ou individuais. Ocorrerá também uma avaliação trimestral específica, a anunciar em tempo oportuno. Servirá também de avaliação, a apresentação de um trabalho final em Setembro de 2011.
ASSIDUIDADE:
As alunas que faltem injustificadamente a mais de dois dias de aulas não serão consideradas aptas.
Em caso de falta a aluna deverá obter junto dos formadores, todas as informações facultadas na aula em que esteve ausente.
CONDIÇÕES:
DATAS:
ANO I - 2010: Outubro 2 e 3; Novembro 6 e 7; Dezembro 4 e 5
2011: Janeiro 8 e 9; Fevereiro 5 e 6; Março 5 e 6
Abril 2 e 3; Maio 7 e 8, Junho 4 e 5; Julho 2 e 3
ANO II - a anunciar, inicio no ano-lectivo 2011/2012
HORÁRIOS:
Sexta das 18h30 às 21h30
Sábado e domingo das 10h às 19h
Carga horária: 190 horas anuais
VALOR:
Alunas AIGA: 1800€
Outras alunas: 1950€ - primeiro ano 1800€ - segundo ano
Possibilidade de estabelecer planos personalizados de pagamento, contacte-nos!
DESCONTOS:
Aulas regulares:
50% nas mensalidades das aulas regulares
As alunas serão aconselhadas individualmente a uma carga horária de duração variável de aulas regulares, quer para prática pessoal quer para estudo da Pedagogia de Aula.
Formação intensiva de espada e ciclos de workshops de Dança Oriental:
25% (em relação ao preço AIGA)
Formação Alquimia de Si: 20% (em relação ao preço AIGA)
Restantes formações e retiros: 15% de desconto (em relação ao preço AIGA)
LOCAL: Lisboa, a confirmar
CANDIDATURAS:
As candidatas serão seleccionadas mediante uma entrevista individual, onde será solicitada a apresentação de três danças específicas e uma carta de motivação.
Danças pretendidas:
1º- música e dança à escolha da candidata
2º- música que será facultada à candidata para preparação prévia
3º- improviso durante a entrevista
DATA LIMITE DE MARCAÇÃO DE ENTREVISTA: 20 de Julho de 2010
ENTREVISTAS A DECORRER APARTIR DE: 10 maio de 2010
RESULTADOS DAS CANDIDATURAS: 28 de Julho de 2010
